Sou eu o lobo ou aquele que narra suas memórias? Quando caminho é sobre pés ou patas que tateio a terra? Minha existência tem como propósito observar ou viver a vida que é vivida? Serei eu o rosto ou o reflexo? O sonho ou o sonhador? Quem faz estas perguntas? Será possível ver ao mesmo tempo em que se vê vendo? 

Em meio a tantos questionamentos, distraídos, o homem não percebeu que o lobo o olhava e o lobo não sabia que olhava o homem. No horizonte, o sol já coloria o céu com sua coroa luminosa e os pássaros entabulavam suas alegres conversas matinais.

Lobo Solitário

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